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Vexa pausa investimento no CS2 e libera jogadores

A organização mineira Vexa anunciou nesta quinta-feira (24) que vai pausar seus investimentos no Counter-Strike 2. A decisão surpreende o cenário competitivo brasileiro, já que a equipe estava ativa desde agosto de 2025 e vinha participando de torneios nacionais e regionais.

De acordo com Rafael “rainny” Silva, um dos membros da lineup atual, a equipe continuará jogando junto, porém utilizando uma tag fake — ou seja, sem o respaldo financeiro e estrutural da organização. A motivação para a pausa seria por questões “fora do servidor”, segundo a própria Vexa.

Com a decisão, todos os jogadores estão livres para ouvir propostas de outras organizações. Isso abre movimentação no mercado brasileiro de CS2, especialmente em um momento pós-Major onde times estão reavaliando suas estruturas.

História da Vexa no CS2

A Vexa foi fundada em agosto de 2025 pelo streamer Guilherme Vilaça e Fellipe Araújo, dono da GOAT Gaming Center, uma Lan House localizada em Belo Horizonte (MG). A organização entrou no cenário de Counter-Strike com proposta de desenvolvimento de talentos brasileiros.

A primeira lineup era formada por Matheus “prisma” de Oliveira, Luiz “souz4h” de Souza, Victor “hug1” Hugo, Antony “KLR” Hagi, Joaquim “ryuzen” Ferreira e o treinador Luccas “elkay” Cavalcante. A equipe passou por diversas formações ao longo dos meses.

A última lineup da Vexa no CS2 contava com Felipe “nolkz” Rodrigues, Isaac “neozix” Bruce, ryuzen, rainny, o treinador Guilherme “Flasky” Amorim e o analista Luccas “elkay” Epstein. O time vinha disputando campeonatos como a Gamers Club Liga e competições de entrada.

O que significa “tag fake”?

No cenário de esports, uma tag fake é quando um grupo de jogadores continua competindo juntos usando um nome temporário ou sem vínculo oficial com uma organização. É comum quando um time fica sem patrocínio ou estrutura, mas quer continuar atuando em campeonatos.

Para a Vexa, isso significa que os jogadores seguem competitivos, mas sem o suporte financeiro da organização mineira. A expectativa é que os atletas consigam novos patrocinadores nas próximas semanas.

Impacto no cenário brasileiro

A saída da Vexa do cenário competitivo de CS2 mais uma vez evidencia os desafios de se manter um time de Counter-Strike no Brasil. Organizações menores enfrentam dificuldades com custos de servidor, travel para torneios e salários em dólar — tudo enquanto o mercado brasileiro ainda não consolidou um modelo sustentável de financiamento.

Acompanhe o Dust2 e o CarpanoCS para mais atualizações sobre movimentações no cenário brasileiro de Counter-Strike.

Foto: Logo da Vexa Esports / Reprodução