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Circuit X expande CS pelo Brasil, mas logística gera debate sobre custos

Circuit X leva Counter-Strike para todo o Brasil, mas logística gera debate entre organizações e times

O Circuit X, organizadora de campeonatos de Counter-Strike, tem expandido suas competições para regiões fora do eixo tradicional do CS brasileiro. Em cerca de oito meses de atuação, a organização já levou eventos para Curitiba, Cuiabá e Recife, cidades que normalmente não recebem torneios presenciais de grande porte. A iniciativa tem sido celebrada por fãs que finalmente puderam acompanhar os jogos de perto, mas também levanta questionamentos sobre custos de logística para as equipes que disputam os campeonatos em busca de pontos no VRS.

Expansão e desafios logísticos

A expansão do Circuit X para cidades do interior e de outras regiões do país representa uma mudança significativa no cenário competitivo brasileiro. Clubes que antes concentraviam suas atenções no Rio de Janeiro e em São Paulo agora precisam se deslocar para locais como Cuiabá e Recife, o que encarece as viagens e exige maior planejamento por parte das organizações.

Gabriel Kohn, manager do Fluxo — equipe presente em todas as seis edições do Circuit X — destacou a importância da iniciativa, mas ressaltou que as organizações precisam ter um planejamento financeiro bem estruturado. “É muito interessante essa ideologia do campeonato acontecer em cada região do Brasil, difundindo e levando o CS para perto da comunidade. O deslocamento acaba sendo mais oneroso, porém toda organização precisa ter o seu planejamento e o seu budget de viagens separados”, explicou.

Kohn também pontuou que os eventos são anunciados com cerca de um mês e meio a dois meses de antecedência, o que permite que as equipes se preparem com antecedência e encontre melhores preços em passagens e hospedagem. “Se você tem um problema com isso, é porque está se planejando mal”, completou.

GameHunters e a visão de crescimento do cenário

A GameHunters, que jogou em Cuiabá, Curitiba, São Paulo e Recife, compartilha da mesma visão. Invicible, analista da equipe, afirmou que o custo das passagens é maior, mas que o benefício para o futuro do cenário compensa. “O pró é gigantesco para o futuro do cenário, pois isso espalha a cultura do CS. Tem torcedor no Brasil inteiro que também sonhou em ver os campeonatos de perto. Levar os times para essa galera fura a bolha, faz com que a comunidade cresça e é isso que vai atrair mais investimentos lá na frente”, disse.

Por outro lado, Soraya Vasconcelos, gestora da Galorys, apontou dificuldades práticas enfrentadas pelos clubes, como a escassez de LAN houses e espaços com computadores disponíveis para treinamento nas cidades fora do eixo. “O jogador é ansioso, em alguns lugares querem ficar treinando, então você precisa olhar um espaço para isso. É difícil encontrar locais que disponibilizem PCs além do local de evento nessas cidades”, relatou.

Vasconcelos também sugeriu uma maior coordenação entre as organizadoras de torneios para evitar conflitos de agenda entre competições presenciais e online. “Muitas vezes, os campeonatos presenciais, que dão mais pontos, acontecem juntos de torneios online. As organizadoras precisam conversar para criarem uma agenda que seja fácil para todo mundo participar”, concluiu.

Futuro equilibrado e regionalizado

Carlos Passow, dono do Circuit X, defende que a expansão faz parte do objetivo da organizadora de “fortalecer a união entre jogadores, organizações e toda a comunidade”. Ele reconhece que realizar eventos em diferentes estados gera custos elevados, tanto para as organizações quanto para a própria organizadora, mas acredita que a aproximação com a comunidade justifica o investimento.

Passow também comentou sobre eventuais críticas de organizações que participam dos torneios. “Sempre vai existir alguém procurando algo para reclamar”, afirmou. No entanto, a organizadora já trabalha em planos para facilitar a vida dos times e minimizar os impactos logísticos, buscando um equilíbrio entre a regionalização dos eventos e a sustentabilidade financeira dos clubes.

Com o Circuit X já consolidado em seis edições e presença em quatro estados brasileiros, a tendência é que a expansão continue nos próximos meses, levando o Counter-Strike competitivo para cada vez mais regiões do país e fortalecendo a base de fãs e jogadores fora dos grandes centros.