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FISSURE admite dívida com 15 times, incluindo brasileiros

A FISSURE publicou uma nota nesta sexta-feira (26) admitindo que está devendo o pagamento de premiações para ao menos 15 times de Counter-Strike 2, incluindo quatro organizações brasileiras. A decisão de divulgar o comunicado foi tomada para cumprir com os Tournament Operation Requirements da Valve, que exigem que conflitos de interesse sejam tornados públicos.

De acordo com a organizadora, todo o dinheiro devido é oriundo de premiações e a FISSURE segue em contato direto com as equipes, comprometida a fazer os pagamentos pendentes. A dívida envolve tanto o FISSURE Playground 5 quanto a BetBoom Dacha, torneios realizados pela empresa nos últimos meses.

Times brasileiros na lista

Entre as organizações brasileiras afetadas, a FURIA e o paiN são as únicas que jogaram os dois eventos realizados pela empresa — a FURIA, inclusive, foi campeã da segunda edição do Playground. O MIBR e a Legacy, por sua vez, só disputaram a série de torneios da FISSURE uma vez.

A lista completa de times com pagamentos pendentes inclui:

  • TYLOO
  • MIBR
  • FURIA
  • Lynn Vision
  • Wildcard
  • Falcons
  • G2
  • 3DMAX
  • The Mongolz
  • Liquid
  • paiN
  • Astralis
  • Aurora
  • GamerLegion
  • Legacy

Próximo evento já está marcado

Apesar dos problemas financeiros, a FISSURE já tem a próxima edição do FISSURE Playground programada para setembro, com US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) em premiação total. Os 15 convidados via Valve Regional Standings (VRS) serão chamados em agosto para confirmar participação.

A situação gera preocupação no cenário competitivo, especialmente porque vários times afetados são organizações de alto nível que dependem das premiações para manter suas operações. A Valve ainda não se posicionou publicamente sobre o caso, mas os Tournament Operation Requirements deixam claro que organizadoras que não cumprirem com pagamentos podem perder o direito de realizar torneios oficiais.

Impacto no cenário competitivo

A situação gera preocupação no cenário competitivo de CS2, especialmente porque vários times afetados são organizações de alto nível que dependem das premiações para manter suas operações. A FISSURE é uma das principais organizadoras de torneios do cenário, com eventos que distribuem centenas de milhares de dólares em prêmios. O atraso nos pagamentos pode afetar a confiança de equipes e jogadores na organização.

A Valve ainda não se posicionou publicamente sobre o caso, mas os Tournament Operation Requirements deixam claro que organizadoras que não cumprirem com pagamentos podem perder o direito de realizar torneios oficiais com selo da Valve. Isso poderia impactar diretamente o calendário competitivo global, já que os eventos da FISSURE são importantes para o ranking regional e qualificações para Majors.

Curiosamente, a BetBoom Dacha, outro evento realizado pela empresa, também contou com times brasileiros, mas não há problemas de pagamento registrados para essa competição específica. Isso sugere que o problema pode estar concentrado nas edições mais recentes do Playground.

Reações das organizações

Até o momento, nenhuma das equipes brasileiras afetadas se pronunciou oficialmente sobre a dívida. A FURIA, que foi campeã da segunda edição do Playground, e o paiN Gaming, com participação em dois eventos, são as mais diretamente impactadas. O MIBR e a Legacy, com participações pontuais, também aguardam os pagamentos.

A expectativa é que a FISSURE regularize a situação antes do anúncio dos convidados para a próxima edição, prevista para setembro. Caso contrário, a organização pode enfrentar sanções da Valve e perder credibilidade no mercado de esports.

Foto: Reprodução/Dust2 Brasil